O que acontece no cérebro quando imaginamos o futuro?

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Em momentos de quietude, o cérebro gosta de vagar – para os eventos de amanhã, uma conta não paga, as férias que se aproximam.

Apesar da pouca estimulação externa nesses casos, uma parte do cérebro chamada de rede de modo padrão (DMN, na sigla em inglês) está trabalhando duro. “Essas regiões parecem estar ativas quando as pessoas não são solicitadas a fazer qualquer coisa em particular, em vez de serem solicitadas a fazer algo cognitivamente”, disse o neurocientista Joseph Kable, da Universidade da Pensilvânia (EUA).

Embora o campo suspeite há muito tempo que essa rede neural desempenha um papel na imaginação do futuro, o modo como ela funciona não era totalmente compreendido. Agora, a pesquisa de Kable e de dois ex-alunos de pós-graduação em seu laboratório, Trishala Parthasarathi, diretora associada de serviços científicos da OrtleyBio, e Sangil Lee, pós-doutoranda na Universidade da Califórnia em Berkeley, lança luz sobre o assunto.

Partes complementares

Em um artigo publicado na revista The Journal of Neuroscience, a equipe de pesquisa descobriu que, quando se trata de imaginar o futuro, a rede de modo padrão na verdade se divide em duas partes complementares. Uma ajuda a criar e prever o evento imaginado, o que os pesquisadores chamam de função “construtiva”. A outra avalia se aquele evento recém-construído é positivo ou negativo, o que eles chamam de função “avaliativa”.

“É uma divisão legal”, diz Kable. “Quando psicólogos falam sobre por que os humanos têm a capacidade de imaginar o futuro, geralmente é para que possamos decidir o que fazer, planejar, tomar decisões. Mas uma função crítica é a função avaliativa; não se trata apenas de apresentar uma possibilidade, mas também avaliá-la como boa ou ruim. “

Trabalho anterior

A própria DMN inclui o córtex pré-frontal ventromedial, o córtex cingulado posterior e regiões nos lobos temporais mediais e parietais, como o hipocampo. Tem um nome apropriado, diz Kable. “Quando você coloca as pessoas em um scanner cerebral e pede que não façam nada, apenas fiquem sentadas, essas são as regiões do cérebro que parecem estar ativas”, diz ele.

Pesquisas anteriores haviam revelado quais áreas compõem a DMN e que construir e avaliar eventos imaginados ativa diversos componentes. Kable queria testar essa ideia ainda mais, para identificar melhor as regiões envolvidas e o que está acontecendo em cada uma delas.

Para fazer isso, ele e sua equipe criaram um estudo no qual 13 mulheres e 11 homens receberam instruções enquanto estavam em uma máquina de ressonância magnética funcional (fMRI). Os participantes tinham sete segundos para ler uma das 32 dicas, como “Imagine que você está sentado em uma praia quente em uma ilha tropical” ou “Imagine que você ganhará na loteria no próximo ano”. Eles então tiveram 12 segundos para pensar sobre o cenário, seguidos por 14 segundos para avaliar a vivacidade e a valência.

Duas sub-redes

“Vivacidade é o grau em que a imagem que vem à mente tem muitos detalhes e o quanto esses detalhes se destacam subjetivamente em vez de serem vagos”, diz Kable. “Valência é uma avaliação emocional. Quão positivo ou negativo é o evento? Isso é algo que você quer que aconteça ou não?”

Os participantes passaram pelo processo quatro vezes. A cada vez, os pesquisadores observavam a atividade cerebral do fMRI. O trabalho confirmou duas sub-redes em jogo.

“Uma rede, que chamaremos de rede de modo padrão dorsal, foi influenciada pela valência. Em outras palavras, era mais ativa para eventos positivos do que negativos, mas não era influenciada de forma alguma pela vivacidade. Parece ser envolvida na função avaliativa”, disse Kable.

A outra sub-rede, a rede de modo padrão ventral, foi mais ativa para eventos altamente vívidos do que para eventos sem detalhes. “Mas não foi influenciada pela valência”, afirmou ele. “Foi igualmente ativa para eventos positivos e negativos, mostrando que a rede realmente está envolvida na construção da peça de imaginação.”

Próximos passos

De acordo com Kable, as descobertas oferecem um primeiro passo para a compreensão da base das habilidades imaginativas. Essa pesquisa pediu aos participantes que avaliassem a positividade ou negatividade de um evento imaginado, mas avaliações mais complexas – indo além da simples dimensão bom versus ruim, por exemplo – podem oferecer mais pistas sobre esse processo neural.

Esse tipo de análise provavelmente incluirá trabalhos futuros para o laboratório de Kable. Ele já começou a usar as descobertas para analisar por que as pessoas não valorizam os resultados futuros tanto quanto os imediatos.

“Uma teoria é que o futuro não é tão vívido, não é tão tangível, detalhado e concreto como algo bem na sua frente”, disse ele. “Começamos a usar nossa identificação da sub-rede envolvida na construção para fazer a pergunta: quão ativa é essa rede quando as pessoas estão pensando em resultados futuros em comparação com o mesmo resultado no presente.”

Embora a pesquisa tenha sido concluída antes da covid-19, Kable vê implicações relacionadas à pandemia para essas descobertas. “Se você descrevesse como seria a vida de uma pessoa antes de a pandemia nos atingir – você vai trabalhar em casa e usar uma máscara toda vez que sair de casa e não ter nenhum contato social –, ela ficaria boquiaberta. E, no entanto, uma vez que temos as experiências reais, não é mais tão estranho. Para mim, isso demonstra que ainda temos muito a percorrer para compreender nossas capacidades imaginativas.”

 

 

 

 

Estranheza dos sonhos pode ser a razão de nós os termos

Contos feitos de sonhos: perversão onírica de Silvina Ocampo em "A Fúria" |  LiteraTamy

A questão de por que sonhamos é um tópico que divide a comunidade científica: é difícil provar concretamente por que os sonhos ocorrem e o campo da neurociência está saturado de hipóteses. Inspirado por técnicas usadas para treinar redes neurais profundas, Erik Hoel (@erikphoel), professor assistente de pesquisa em neurociência na Universidade Tufts (EUA), defende uma nova teoria dos sonhos: a hipótese do cérebro sobreajustado. A hipótese, descrita em artigo na revista Patterns, sugere que a estranheza de nossos sonhos serve para ajudar nosso cérebro a generalizar melhor nossas experiências cotidianas.

“Obviamente, há um número incrível de teorias sobre por que sonhamos”, diz Hoel. “Mas eu queria chamar a atenção para uma teoria dos sonhos que leva o sonho muito a sério – que diz que a experiência dos sonhos é a razão de você estar sonhando.”

Um problema comum quando se trata de treinamento de inteligência artificial (IA) é que ele se torna muito familiarizado com os dados nos quais é treinado – ele começa a assumir que o conjunto de treinamento é uma representação perfeita de qualquer coisa que possa encontrar. Os cientistas de dados corrigem isso introduzindo algum caos nos dados; em um desses métodos de regularização, denominado dropout, alguns dados são ignorados aleatoriamente. Imagine se caixas pretas aparecessem repentinamente na tela interna de um carro autônomo: o carro que vê as caixas pretas aleatórias na tela e se concentra em detalhes abrangentes de seus arredores, em vez de nas especificidades daquela experiência de direção em particular, provavelmente compreenderá melhor a experiência geral de direção.

Inspiração no cérebro

“A inspiração original para redes neurais profundas foi o cérebro”, diz Hoel. Embora comparar o cérebro à tecnologia não seja novo, ele explica que usar redes neurais profundas para descrever a hipótese do cérebro sobreajustado foi uma conexão natural. “Se você observar as técnicas que as pessoas usam na regularização do aprendizado profundo, verá que muitas vezes elas têm algumas semelhanças impressionantes com os sonhos”, diz ele.

Com isso em mente, sua nova teoria sugere que os sonhos acontecem para tornar nossa compreensão do mundo menos simplista e mais completa. A explicação é porque nossos cérebros, como redes neurais profundas, também se tornam muito familiarizados com o “conjunto de treinamento” da nossa vida cotidiana. Para neutralizar a familiaridade, sugere ele, o cérebro cria uma versão estranha do mundo nos sonhos, a versão mental da ruptura. “É a própria estranheza dos sonhos em sua divergência da experiência de vigília que lhes confere sua função biológica”, escreve ele.

Segundo Hoel, já existem evidências de pesquisas em neurociência para apoiar a hipótese do cérebro sobreajustado. Por exemplo, foi demonstrado que a maneira mais confiável de despertar sonhos sobre algo que acontece na vida real é executar repetidamente uma nova tarefa enquanto você está acordado. Ele argumenta que, quando você treina demais em uma nova tarefa, seu cérebro tenta generalizar para essa tarefa criando sonhos.

Sonhos artificiais

Mas Hoel acredita que também há pesquisas que poderiam ser feitas para determinar se é realmente por isso que sonhamos. Ele afirma que testes comportamentais bem elaborados podem diferenciar entre generalização e memorização e o efeito da privação de sono em ambas.

Outra área que Hoel quer explorar é a ideia de “sonhos artificiais”. Ele propôs a hipótese de cérebro sobreajustado enquanto pensava sobre o propósito de obras de ficção como filmes ou romances. Agora, ele levanta a hipótese de que estímulos externos, como romances ou programas de TV podem atuar como “substituições” de sonho – e que eles poderiam até mesmo ser projetados para ajudar a retardar os efeitos cognitivos da privação de sono, enfatizando sua natureza de sonho (por exemplo, por tecnologia de realidade virtual).

Embora você possa simplesmente desligar o aprendizado em redes neurais artificiais, diz Hoel, você não pode fazer isso com um cérebro. Os cérebros estão sempre aprendendo coisas novas – e é aí que a hipótese do cérebro sobreajustado entra em cena para ajudar. “A vida é entediante às vezes”, afirma ele. “Os sonhos existem para impedir que você se ajuste demais ao modelo do mundo.”

 

 

Qual a diferença entre personalidade, temperamento e caráter?

 

Diferenças entre personalidade, temperamento e caráter

Personalidade, temperamento e caráter têm conceitos distintos, mas totalmente interligados. Talvez por esse motivo as pessoas tendem a confundir cada um deles e muitas vezes criam estereótipos ou realizam julgamentos por conta dessa confusão. Por isso, vale compreender um pouco mais sobre cada um.

A personalidade, padrões mais estáveis e arraigados no modo de cada um se comportar, emocionar, pensar e se motivar, é construída durante a infância e parte da adolescência. “Neste processo, o recém-nascido vem com uma série de tendências comportamentais, emocionais e cognitivas (incluindo potencial intelectual) sobre a qual todas as suas vivências e aprendizagens (influência do ambiente) se somarão, resultando nas características mais duradouras e globais de sua personalidade”, diz o psicólogo Ricardo Wainer, professor da Faculdade de Psicologia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Dessa forma, a personalidade compõe o resultado final do efeito do ambiente sobre a base inata do temperamento. Isso porque a partir do nascimento, o indivíduo pode ter suas tendências temperamentais (biológicas) potencializadas, minimizadas ou consolidadas. Já o caráter é um conjunto de aprendizagens relacionado às regras de conduta moral que norteiam a sociedade. “Ou seja, tem a ver com o desenvolvimento moral e ético do indivíduo e pode ter variabilidade conforme a cultura em que está inserido”, completa Wainer.

Para Marcela Mansur Alves, mestre em psicologia e docente na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a personalidade pode ser entendida como um sistema maior. “Temperamento e caráter não mudam a personalidade porque fazem parte dela”, diz.

Definindo a personalidade

Personalidade é um conceito individual e único. Ela reúne um conjunto de condutas, emoções e cognições que irão compor um padrão comportamental de uma pessoa. “De maneira simples, se considera que a personalidade de cada indivíduo é formada pelo temperamento (base biológica-genética dos comportamentos) e todas as influências das aprendizagens ambientais a partir do nascimento (caráter e demais aprendizagens)”, define Wainer.

A personalidade pode ser modificada pelos acontecimentos da vida. Entretanto, a partir do momento em que está constituída de forma mais estável, fica mais difícil mudá-la. Segundo Alves, a personalidade tende à estabilidade, embora acontecimentos específicos possam alterar alguns desses elementos que a compõem.

Já Eduardo Legal, professor na disciplina de psicopatologia da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), explica que a personalidade não deve ser tratada como um padrão fixo, pois as experiências ao longo da vida podem influenciá-la. “As pessoas são muito diferentes e são mais plásticas do que o conhecimento popular imagina”, defende.

Definindo o temperamento

O temperamento é o componente psíquico inato, geneticamente herdado. Ainda assim, não deve ser tratado como imutável. De acordo com Wainer, as experiências de vida, principalmente na infância (mais ainda na primeira infância), irão constituir novas tendências no modo do indivíduo ser e agir no mundo. “Entretanto, estudos mais atuais, demonstram que não temos como reverter 100% de nossa tendência genética. Por exemplo, um sujeito que nasceu com uma tendência baixa à extroversão, poderá se tornar uma pessoa sociável, mas jamais será aquele que se destaca dos demais por sua desinibição”, explica o psicólogo.

Existem diversos estudos para definir se existem tipos específicos de temperamento. As duas teorias mais aceitas e com maiores evidências são:

1) A teoria de Cloninger

Busca estudar as dimensões do temperamento por sua base de neurotransmissão mais prevalente, apresenta quatro dimensões:

  • Evitação de dano: caracterizada por uma natureza esquiva, passiva e tímida devido à inibição de comportamentos frente à possibilidade de frustração ou ameaça;
  • Busca de novidades: caracterizada por uma natureza impulsiva, curiosa e impaciente frente à possibilidade de satisfação;
  • Dependência de recompensa: caracterizada por uma natureza sentimental, voltada ao apego e à empatia;
  • Persistência: caracterizada por uma natureza determinada e perfeccionista, capaz de persistir em tarefas de longa duração e representar obstáculos como desafios.

2) A teoria do big five

Diz que a personalidade final será a combinação de cinco grandes aspectos da dinâmica psíquica e que tais combinações são quase infinitas em suas possibilidades de combinação. Os cinco fatores são:

  • Abertura: atividade proativa e apreciação das experiências; tolerância e exploração do que não é familiar. Curiosidade exploradora;
  • Consciência: grau de organização, persistência e motivação do indivíduo no comportamento dirigido para objetivos. Compara pessoas confiáveis e obstinadas com aquelas que são apáticas e descuidadas;
  • Extroversão: quantidade e intensidade de interações interpessoais; nível de atividade e capacidade de se alegrar;
  • Amabilidade: qualidade da orientação interpessoal do indivíduo ao longo de um contínuo da compaixão ao antagonismo em pensamentos, sentimentos e ações;
  • Neuroticismo: avalia ajustamento versus instabilidade emocional. Identifica indivíduos propensos a perturbações psicológicas.

Definindo o caráter

Segundo Alves, o caráter pode se moldar de acordo com o desenvolvimento, sendo que educação e cultura podem interferir nesse resultado. “Ele é parte da personalidade, majoritariamente desenvolvido por meio da experiência e aprendizagem. Seriam valores em ação ligados ao significar as consequências das nossas experiências no mundo”, confirma a psicóloga.

Portanto, caráter são todos os componentes mais previsíveis de nossas reações morais em contextos interpessoais, nossas regras de convivência e respeito aos outros. “O caráter são as características que foram aprendidas ao longo da vida, podendo demarcar o caminho do sujeito”, finaliza Legal.

Diferença entre psicólogo e psicólogo clínico

Psicologia - Tudo sobre o curso e a profissão - Que Curso?

Psicólogo versus Psicólogo Clínico

Diferença entre psicólogo e psicólogo clínico é algo que você deve saber sobre quando você espera obter o serviço de um profissional de psicologia. Ao falar de profissões relacionadas com saúde mental e psicologia, muitas vezes as pessoas tendem a confundir as diferenças entre uma profissão do outro. Psicólogos e psicólogos clínicos são duas dessas profissões entre as quais certas diferenças podem ser identificadas mesmo que estejam relacionadas ao mesmo campo de interesse. Um psicólogo é alguém que possui licenciatura em Psicologia, de preferência após a conclusão de um diploma de quatro anos. Um psicólogo clínico, por outro lado, também é um tipo de psicólogo, mas tem experiência em Psicologia Clínica com mais de dois anos de treinamento. Na maioria dos casos, esse indivíduo possui um mestrado que permite obter treinamento clínico. Esta é a diferença básica entre as duas profissões. Este artigo apresentará uma melhor compreensão da diferença entre as duas profissões.

Quem é um psicólogo?

Para se tornar um psicólogo, um indivíduo tem que completar um diploma de quatro anos em psicologia. Se o indivíduo deseja praticar, é importante se tornar um Psicólogo registrado . No entanto, ao se tornar um psicólogo registrado, o indivíduo deve obter exposição prática por um a dois anos. A APA, ou então a Associação Americana de Psicólogos estabeleceram um código ético que deve ser seguido por esses psicólogos. Principalmente, um psicólogo presta atenção às questões gerais enfrentadas pelos indivíduos e se envolve em sessões de aconselhamento. Estes servem principalmente para os obstáculos do dia-a-dia que as pessoas enfrentam em suas vidas pessoais, relacionamentos, local de trabalho e crescimento pessoal. Assim, pode-se argumentar que um psicólogo lida com indivíduos normais e saudáveis. Mesmo quando se trata de abordagens, pode-se identificar certas diferenças nos métodos terapêuticos e abordagens gerais. Um psicólogo que se engaja em serviços relacionados ao aconselhamento preferiria usar uma abordagem humanista e uma terapia centrada no cliente. 

Quem é um psicólogo clínico?

Para se tornar um psicólogo clínico, é preciso completar um diploma básico em Psicologia e obter conhecimentos clínicos através de um mestrado. Ao contrário de um psicólogo, um psicólogo clínico é especializado em distúrbios de saúde mental, anormalidades, etc. Na maioria dos casos, um psicólogo clínico ao contrário de um psicólogo geral tem o potencial de atender às necessidades de um paciente, seja uma questão cotidiana ou um problema de saúde mental. Um psicólogo clínico tende a lidar com pessoas que sofrem de problemas mentais graves, como esquizofrenia, amnésia, etc. Neste sentido, tais profissionais podem ser encontrados em ambientes como hospitais. Um psicólogo clínico pode usar uma série de terapias e favorecer técnicas psicanalíticas e comportamentais.

Um psicólogo clínico é uma sessão de terapia grupal

• Um psicólogo é alguém que possui um diploma em psicologia, de preferência após a conclusão de um diploma de 4 anos.

• Um psicólogo clínico também é um tipo de psicólogo, mas tem experiência em Psicologia Clínica com mais dois anos de treinamento.

• Um psicólogo pode trabalhar em uma série de configurações, como escolas, universidades, locais de trabalho, mas um psicólogo clínico pode ser visto principalmente em um hospital.

• Um psicólogo lida com indivíduos saudáveis ​​que enfrentam obstáculos e problemas na vida, que são bastante comuns, mas um psicólogo clínico lida com pacientes que sofrem de condições mentais severas.

 

Método dedutivo e indutivo

O que é ciência, método científico e divulgação científica? - Canaltech

Já chegou a imaginar que até a forma que pensamos segue um determinado padrão com base em alguns elementos? Ao longo do tempo nos valemos de ferramentas específicas para lidarmos com os problemas variados e complexos. Entenda melhor o que significa método dedutivo e indutivo, como funcionam e diferenças.

Índice de Conteúdos

  • O que é método dedutivo?
  • O que é método indutivo?
  • Um pouco da história
  • Diferenças
  •  
  • Históricos
  • Exemplos referenciais
  • Solidez e replicação
  •  
  • Fases de raciocínio
  • Raciocínio instrumental
  • Exemplos
  •  
  • Roupas no varal
  • Idade
  • Homicídio
  •  
  • Considerações finais sobre método dedutivo e indutivo

O que é método dedutivo?

Antes de explicarmos o que é método dedutivo e indutivo por completo, comecemos pelo primeiro para facilitar. Método dedutivo se trata de uma forma de análise informativa para que se chegue a uma solução. Com isso, nos valemos de uma dedução para que possamos achar um resultado.

O método dedutivo funciona de maneira sequenciada e corresponde, por assim dizer. Isso porque deve apresentar soluções verdadeiras com base em premissas verdadeiras, respeitando uma lógica validada. Caso alguma dessas partes seja interrompida, certamente o método encontrará respostas ineficazes e inválidas.

Iniciando dos pilares vistos como verdadeiros, chamado de premissa maior, o estudioso faz relações crescentes. Aqui entra a premissa menor, ponte necessária para chegar a uma verdade proposta. Tudo isso é possível graças a uma formação de raciocínio lógico.

O que é método indutivo?

O método indutivo é uma forma de raciocínio que considera casos gerais para montar conclusões, sendo estas certas ou erradas. A ideia é tirar de um quadro geral informações que possam levar a outros resultados. Ou seja, uma quantos mais casos tomem uma determinada rota, mais podem nos levar à indução de novos dados.

Com isso, conseguimos fazer a construção de novas informações a partir de premissas antigas. Tudo acontece por meio da vigilância sistemática de alguns fatos encontrados anteriormente. Um estudioso pode repetir diversas teorias e fazer suposições em cima da ocorrência delas.

Mesmo que seja constantemente recorrido, muitos estudiosos enxergam esse método como falho. Tal reação acontece por causa das conclusões que podem ser apenas suposições. Basicamente, eles afirmam que esse tipo de método pode sugerir a verdade, mas também pode não ter força para garanti-la.

Um pouco da história

O método indutivo foi concebido pelas mãos de Francis Bacon ainda no século XVII. Baseando-se no Empirismo, conseguiu construir uma metodologia baseada na percepção e observação dos fenômenos naturais. Tudo se baseia em cima da coleta informacional, reunião, construção de hipóteses e comprovação delas.

Já o método dedutivo surgiu na Antiguidade, surgido a partir da lógica aristotélica. Na mesma época de Aristóteles haviam peças necessárias para observar as proposições verdadeiras. Nisso, já se fazia válido encontrar conclusões verdadeiras e precisas aos estudos.

Com isso, notamos que houve uma necessidade natural em encontrar o método dedutivo e indutivo. Precisávamos de abordagens flexíveis para lidar com algumas demandas inadiáveis. Contudo, o uso do método indutivo e dedutivo depende diretamente do avaliador e da perspectiva exigida.

Diferenças

Embora pareçam dividir o mesmo caminho, o método dedutivo e indutivo tem estruturas diversificadas. O raciocínio indutivo e dedutivo partem de uma origem e uma suposição, respectivamente. Nesse caminho, conseguimos observar:

Históricos

O método indutivo trabalha com dados que servem de pilares para a construção da própria conclusão.

Exemplos referenciais

No método dedutivo a conclusão advém de premissas já estabelecidas através de outros exemplos.

Solidez e replicação

Basicamente a parte dedutiva é guiada por sabedoria já pré-estabelecida e generalizada. Por outro lado, a indução se guia em observações e suposições de que podem ser feitas novamente.

Fases de raciocínio

No campo do argumento dedutivo e argumento indutivo existe o raciocínio. Este se configura como o caminho para que possamos chegar até uma verdade, caminhando por outras já vistas.

Raciocínio instrumental

No método dedutivo e indutivo existe um princípio chamado raciocínio instrumental. Trata-se de fazer reformulações nos meios e fins com o propósito de adaptá-los. Nisso, os pesquisadores validam que se trata de uma função inerente à razão.

Nesse caminho, se afirma de forma controversa que esse raciocínio instrumental liquida com o papel da razão no plano prático. Dessa forma, os questionamentos finais não se sujeitam à razão, se envolvendo com desejo e emoção. Assim, a razão não influencia entre fins incompatíveis, fazendo apenas o caminho para chegar até eles.

Exemplos

Existem alguns exemplos de método dedutivo e indutivo que explicam bem o funcionamento da teoria. Por meio deles podemos entender melhor como conduzimos as nossas vidas com base em premissas e pensamentos estruturados. Comecemos a conversar por:

Roupas no varal

Imagine que é dia de usar a máquina de lavar roupas, mas está preocupado com o tempo e se elas secarão. Se chover, vai haver nuvens no céu, porém o céu está limpo, sem qualquer resquício de nuvens. Ou seja, não está chovendo, o que vai permitir secar as suas roupas.

Idade

Você olha no espelho e percebe que algumas rugas já começaram a aparecer, algo que não estava ali quando jovem. Entretanto, lembra que seus próprios pais tinham quando entraram na velhice mais ou menos nesta mesma época. Portanto, conclui que as pessoas mais velhas possuem rugas quando começam a envelhecer.

Homicídio

Em uma tentativa de assalto a banco houve um homicídio entre 9 e 10 horas e um dos funcionários afirma ter visto Maria no local. Entretanto, Maria estava em uma fila de supermercado a duas quadras de distância neste horário. Portanto, Maria não pode ter cometido o roubo e assalto.

Considerações finais sobre método dedutivo e indutivo

O método dedutivo e indutivo se trata, cada um, de avaliar as condições do mundo em que vivemos. São alternativas para que possamos estudar diversos problemas ao mesmo tempo e explorar mais de uma alternativa. Contudo, nem sempre algumas delas estarão a salvo de serem vistas como erradas.

Ainda assim, a metodologia científica nos métodos indutivo e dedutivo continua a ser ingrediente importante para se observar vários estudos. Quando uma situação não se aplica a uma, certamente é direcionada para a outra com resultados completamente variáveis. Por isso que, mesmo opostos em alguns pilares, podem se completar em algumas situações.

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Por que devemos ficar longe de pessoas tóxicas

 

 

Por que devemos ficar longe de pessoas tóxicas

Relacionar-se com outras pessoas não é tarefa fácil. Lidar com as diferenças é um desafio, mas não precisa ser doloroso. Para que as conexões sejam saudáveis e prazerosas, como devem ser, é preciso ter, acima de tudo, empatia. Do contrário, o convívio pode se tornar um verdadeiro pesadelo, e o que era para ser bom acaba se tornando um tormento. Pequenas discussões viram grandes embates, opiniões são reprimidas, sentimentos ignorados e, às vezes, até a liberdade e a saúde são comprometidas. Esses são alguns sinais que indicam que, talvez, aquela amizade seja tóxica.

De acordo com a psicologia e a psiquiatria, pessoas tóxicas são aquelas que têm uma mentalidade negativa e comportamentos prejudiciais, tanto para os que estão ao seu redor quanto para si mesmas. Elas têm a capacidade de manipular os outros, limitar suas ações e seu desenvolvimento pessoal, além de causarem, continuamente, emoções nocivas. Pessoas com essas características também tendem a criar complexidade desnecessária e dramatizam situações para se sobressaírem em relação às outras com quem convivem.

Segundo o médico psiquiatra Fúlvio Godinho, estudos mostram que as emoções causadas por pessoas com esse perfil podem ter um impacto negativo e duradouro no cérebro: “A exposição a alguns dias de estresse compromete a eficácia dos neurônios do hipocampo, uma importante área do cérebro responsável pelo raciocínio e pela memória. Semanas de desconforto emocional causam danos reversíveis às células cerebrais, e meses de angústia podem destruí-las permanentemente”, explica.

“Lidar com o comportamento tóxico de alguém pode ser exaustivo. Resista à tentação de entrar no discurso de reclamações com eles ou se defender de acusações. Preste atenção em como essas pessoas fazem você se sentir. Às vezes, simplesmente ficar mais ciente de como o comportamento tóxico de alguém afeta você pode ajudá-lo a entender melhor as interações com essa pessoa”, recomenda o profissional.

Para a psicóloga Múria Carla, deve-se ressaltar que todos, em algum momento, agimos de forma tóxica, então deve-se ter cuidado com o termo e com os julgamentos. “A pessoa tóxica tem comportamentos e atitudes que adoecem quem está convivendo com ela, e isso de uma maneira mais exacerbada, ou seja, de forma exagerada.”

A primeira coisa a ser feita para saber se você está convivendo com uma pessoa tóxica é começar a observar sinais e escutar quem está à sua volta. “Não se isole, não normalize a situação, não se deixe prender, tome a decisão de terminar ou buscar tratamento, peça ajuda profissional e não se culpe”, diz Múria. A psicóloga enfatiza que é necessário buscar ajuda profissional, aprender a olhar mais para si e observar os sinais, aprender a ver o que é funcional ou disfuncional.

Culpa e falta de lucidez

A servidora pública Andressa* conta que já viveu um relacionamento de amizade no qual se sentia coagida emocionalmente, apenas por não concordar com algumas atitudes e falas da amiga. “Ela tentava, a todo momento, mudar minhas opiniões e adequar às dela, fazendo com que eu me sentisse culpada por tudo o que eu falava e sentia. Eu acabava mudando meus pensamentos para agradar essa pessoa e me anulava em quase todas as situações”, relata.

A moça lembra que as manipulações eram sutis, o que a fazia se sentir ainda pior, por não conseguir distinguir o que era real do que era criado pela outra pessoa. “Na época, eu não conseguia fazer nada, só me sentia culpada e triste o tempo inteiro. Quando eu tentava me impor e questionava as ações dela, ela me dizia que estava magoada e que eu estava tentando mudá-la. Cheguei a questionar a minha própria sanidade, não sabia se estava ficando louca ou se tudo que eu vivia não era só coisa da minha cabeça”, conta Andressa.

“Até que chegou um momento em que ela brigou comigo por um motivo fútil e eu me senti muito humilhada na discussão, não consegui falar nada, só chorar. Foi aí que percebi que estava em uma relação tóxica, na qual era constantemente desrespeitada. Comecei a ouvir opiniões de amigos do mesmo ciclo e todos eles conseguiram abrir meus olhos diante daquela situação que eu estava vivendo, por isso me distanciei da pessoa”, lembra a jovem, que diz se sentir muito melhor hoje, sem as pressões psicológicas. “Eu me sinto mais leve.”

Atitudes e transtornos

Essas pessoas podem mudar ou devemos modificar a atitude em relação a elas? Para a psicóloga Simone Cursina de Arruda, algumas podem mudar, mas para quem tem desvio de caráter ou transtorno de personalidade, é bem mais difícil de isso acontecer. “Gosto de sempre dar uma chance de o outro mudar e verificar se é possível uma adaptação na relação.”

Infelizmente, conviver com esses relacionamentos pode causar transtornos mentais. “Em um ambiente tóxico, pode deixar a pessoa suscetível à depressão, criando uma pressão externa que pode deflagrar um quadro de transtorno mental. É importante enfatizar que uma pressão externa constante pode exaurir os recursos emocionais e desencadear um adoecimento emocional”, explica a psiquiatra Maria Francisca Mauro. Além disso, podem existir outros fatores envolvidos, por isso é necessária a avaliação de um profissional.

De acordo com a psicóloga, o fato de serem deprimidas e ansiosas não elimina, também, a possibilidade de serem tóxicas. “Existem as intencionais, aquelas que de forma premeditada agem provocando mal-estar nas outras. No entanto, há outras que podem se tornar tóxicas por estarem infelizes, com algum problema na vida, ou por estarem com algum quadro psiquiátrico descompensado (depressão, transtorno bipolar do humor, dependência química, esquizofrenia, etc.).”

Cicatrizes

Para a estudante universitária Gabriela*, 23 anos, conviver com a mãe e a tia, que não aceitavam sua orientação sexual, era um desafio e tanto. Todos os dias, ela precisava escutar falas preconceituosas e ofensivas sobre o seu jeito de se vestir e de se portar, desde que era mais jovem. “Sempre apresentei um comportamento diferente do que elas esperavam, em relação à feminilidade, e fui extremamente reprimida por causa disso. Elas me seguiam na rua, mexiam nas minhas coisas escondidas e faziam muita chantagem emocional, ignorando minhas necessidades e alegando que eu não sabia o que era melhor para mim”, desabafa.

Por muitos anos ela se sentiu incapaz de fazer qualquer coisa sozinha. “Se eu não fosse validada por elas, parecia que algo horrível ia acontecer comigo”, lembra a jovem, que começou a fazer terapia para conseguir lidar melhor com o comportamento das parentes. “Quando estava em casa, tinha que me centrar muito para não surtar. Costumava procurar escapes, como fingir que estava trabalhando ou fazendo alguns exercícios”, relata Gabriela.

Durante a pandemia, a estudante acabou optando por se mudar, uma vez que a casa onde morava com a família era pequena e ela temia ter ainda mais problemas de convivência. Ela foi para outro estado e diz não se arrepender. O distanciamento ajudou na relação com a mãe, mas ela conta que as cicatrizes dos anos que se passaram fizeram com que a forma de enxergar a si mesma fosse prejudicada. “Mesmo com a distância, eu ainda sou muito influenciada pela minha família, ainda tenho muito medo de me expressar e, às vezes, fico paranoica achando que estão com raiva de mim, mesmo eu não tendo feito nada”, completa.

 

Distanciar-se parece a melhor opção para quem vive um relacionamento tóxico. Mas e quando esse afastamento não é possível? Um bom exemplo pode ser visto em algumas relações familiares, quando as pessoas moram na mesma casa e não existe outra opção a não ser a convivência diária e, por vezes, desgastante. No trabalho, esse tipo de situação também pode ocorrer. Nesses casos, é importante estabelecer limites e deixar claro para a outra pessoa que as suas necessidades e espaços devem ser respeitados, assim como você respeita os dela. Veja, a seguir, algumas dicas dadas pelo psiquiatra Fúlvio Godinho:

– Defina limites: envolve decidir o que você vai ou não tolerar. Comunique esses limites com clareza e cumpra-os.
– Mude sua rotina: embora possa não parecer justo ser você quem tem de mudar, muitas vezes, vale a pena para o seu próprio bem-estar. Mudar de rotina pode ajudá-lo a evitar ser arrastado para conversas estressoras.- Incentive-os a buscar ajuda: muitas vezes, é difícil entender por que as pessoas se comportam de maneiras tóxicas, mas pode ser útil considerar que elas podem estar lidando com alguns desafios pessoais que os estão levando a um ataque. Isso não desculpa o comportamento problemático, mas pode ajudar a explicá-lo. A psicoterapia pode ajudar as pessoas a identificarem comportamentos nocivos e aprenderem a gerenciar suas emoções e reações de maneiras mais saudáveis.- Evite intimidade: recomenda-se manter as interações superficiais com a outra pessoa. Seja claro sobre como você está e explique que não está disposto a se envolver.

Sou tóxico? E agora?

Reconheça a própria toxicidade de forma genuína e não por manipulação ou mesmo por conveniência. A autoajuda precisa, primeiramente, estar baseada não na vantagem, mas na capacidade de reconhecer as próprias fraquezas e inseguranças.
Faça uma auto-observação dos comportamentos e reações. Peça feedback de pessoas de grupos diferentes para saber se isso é geral ou com pessoas específicas.Terapia é importante para ter maior consciência sobre o próprio comportamento — o que leva você a ser assim? Que experiências teve na vida que levaram a eles? Que habilidades serão necessárias desenvolver para um melhor relacionamento com o outro? Peça perdão e se perdoe, se necessário. Médicos, psiquiatras e psicólogos podem — e vão — ajudar nesse processo de mudança.O acolhimento da família também é muito importante.

Problema on-line

Denominada por muitos de terra sem lei ou terra de ninguém, a internet deixa os usuários vulneráveis a críticas, xingamentos e até ameaças. Segundo a psiquiatra Laura Campos Egídio, assim como devemos nos atentar para o que assistimos, lemos e consumimos, também precisamos filtrar com quem interagimos on-line. “As críticas, notícias ruins, xingamentos, sempre existiram, antes mesmo de a internet surgir. A questão é que tudo ficou mais rápido, viável e simples”, diz. “Você é o que come, o que lê e o que acompanha. Tudo isso é absorvido! Apenas filtre quem você segue”, complementa a médica, pós-graduada em psiquiatria.

A sugestão da psiquiatra é bloquear essa ou essas pessoas. Opiniões contrárias às suas sempre existirão e está tudo bem nisso. “Se for apenas críticas ou opiniões contrárias às suas, é válida uma autoavaliação. Nesse caso, agradeça o feedback e reflita. A forma como encaramos as críticas também é muito importante.”

Para a médica, existem diversas explicações, teorias e motivos para essas atitudes horríveis nas redes sociais. “Por exemplo, são pessoas infelizes, com baixa autoestima, frágeis ou que sentem que os valores e opiniões foram violados e precisam ser defendidos.” Laura conta que no seu perfil do Instagram sempre há seguidores reclamando de pessoas tóxicas na internet e na vida real. “Também já sofri críticas e comentários. Aprendi a bloquear. A cada comentário negativo, existem centenas de positivos.”

A terapeuta Mônica Maia, 43 anos, teve um relacionamento amoroso abusivo há sete anos. “Percebi que era tóxico, mas não queria acreditar. Tinha medo de estar errada ou exagerando. Estava sempre justificando internamente os comportamentos dele”, diz. “Às vezes, banalizamos e ignoramos os nossos sentimentos e, principalmente, subjugarmos a nossa intuição.”

Ela relata como era o comportamento da pessoa. “Elogiava meu trabalho, minhas conquistas, mas, em outro momento, colocava em dúvida a minha competência e capacidade. Falava que eu era chata e ninguém me suportava. Invalidava a minha imagem, demonstrava desprezo, mas, em seguida, arrependia-se. Falava mal dos meus comportamentos e dizia que era para o meu bem; fazia parecer que não seria nada sem ele.”

Mônica sempre foi independente, mas, nessa relação, não se percebia assim. “Eu me sentia burra, ignorante, humilhada e envergonhada. Escondia dos outros, pois não podia demonstrar fraqueza”, afirma. Questionava-se como uma mulher estudada e culta poderia se deixar levar por um homem tóxico. “Era quase inadmissível saber o que era um relacionamento assim e assumir que estava em um. Você se desequilibra a ponto de pensar que tudo de errado que o outro fez foi culpa sua.”

Depois de uma traição, ela conseguiu abrir os olhos. “Entrei em depressão e fiz terapias, pois, mesmo depois do término, continuei sofrendo ações tóxicas por parte dele. Também me fechei para outros relacionamentos.”

Depressão altera a forma como as pessoas veem o mundo, diz estudo

Testes com ilusão de ótica sugerem que cérebro e olhos de pessoas com distúrbios psicológicos processam imagens de forma diferente

 

Pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, descobriram que pessoas que estão passando por um episódio depressivo literalmente veem o mundo ao seu redor de maneira diferente.

O objetivo dos cientistas foi analisar como o córtex cerebral, área responsável por receber mensagens dos cinco sentidos, lida com uma ilusão de ótica, realizando o teste com 111 pessoas que estavam passando por episódios depressivos graves e 29 pessoas que não estavam.

A imagem utilizada na pesquisa intercala manchas de brilho e contraste idênticos em fundos diferentes. A variação no contexto geralmente é suficiente para enganar o cérebro e fazê-lo pensar que as próprias seções centrais são distintas, segundo a pesquisa.

“O que foi surpreendente é que os pacientes deprimidos perceberam o contraste das imagens mostradas de forma diferente dos indivíduos não deprimidos”, detalhou Viljami Salmela, psicólogo da Universidade de Helsinque e um dos principais autores do estudo.

De acordo com o pesquisador, o cérebro de uma pessoa com depressão é mais propenso a prestar atenção na parte de contraste da imagem. Enquanto os não deprimidos enxergam esse contraste de maneira menos nítida. Nos dois grupos, entretanto, houve pouca diferença na percepção da sessão “brilhosa” da ilusão de ótica.

No teste óptico usado no estudo, os quadrados A e B e quadrados C e D são os mesmos

Segundo o trabalho, é possível que um sinal de contraste mais fraco seja irradiado da retina para o córtex em pessoas com depressão, embora mais pesquisas sejam necessárias para descobrir exatamente a causa desse comportamento.

Uma hipótese é que as informações enviadas dos olhos para o cérebro são alteradas em pessoas deprimidas ou, ainda, que o cérebro dessas pessoas processe informações de forma diferente – ou ambas as alternativas combinadas.

“Nossos resultados sugerem função retinal normal, mas processamento cortical de contraste visual alterado durante um episódio depressivo maior. É provável que essa alteração esteja presente em vários tipos de depressão e se normalize parcialmente com a remissão”, escreveram os cientistas.

Em uma ilusão de ótica, os olhos e o cérebro são desafiados a entender o que está sendo visto e precisam equilibrar brilho e contraste. Os pesquisadores observaram, ainda, que pacientes com transtorno depressivo maior, transtorno bipolar e transtorno de personalidade limítrofe também apresentaram dificuldades no teste com contraste.

Uma das limitações do estudo, publicado no Journal of Psychiatry and Neuroscience, é que a equipe baseou-se nos relatos dos participantes em vez de varreduras cerebrais. Também é possível que a medicação para a depressão possa estar influenciando algumas das mudanças no processamento visual, segundo os especialistas.

No entanto, resultados semelhantes foram observados em pessoas com esquizofrenia e transtorno bipolar, sugerindo que esse tipo de mudança na forma como os olhos e o cérebro percebem o mundo exterior pode ser comum em vários distúrbios psicológicos.

“Seria benéfico avaliar e desenvolver ainda mais a usabilidade dos testes de percepção, como métodos de pesquisa e formas potenciais de identificar distúrbios no processamento da informação em pacientes”, justificou Viljami Salmela.

Maquiavélicos, narcisistas e psicopatas são mais propensos a fingir que são “vítimas virtuosas”

Sofrer qualquer tipo de agressão – física, material, psicológica ou moral -, nunca foi uma coisa boa; e um robusto aparato de regras foi forjado ao longo de séculos não apenas para coibir este tipo de prática como para reparar os danos sofridos pelos que estiveram do lado mais fraco da corda: as vítimas.

Por muito tempo, a ciência soube, inclusive, que o status de vítima, ainda que conferisse à pessoa o direito a algum tipo de compensação ou mesmo privilégio, também não era nada vantajoso, sendo associado à baixa autoestima, estresse e a sensações de vulnerabilidade, medo e impotência – sem falar na eventual culpabilização pelo mal sofrido.

Então, vieram os tempos modernos. E vítimas de diversos males – sexismo, racismo, entre outros “ismos” conhecidos e reais – se uniram para denunciar agressores e exigir a reparação por seus atos demandando recursos materiais (dinheiro, emprego, educação) e simbólicos (respeito, tolerância, compaixão).

Seria uma equação justa, se não fosse o cenário perfeito para aproveitadores – coisa que qualquer bom frequentador das redes sociais já reparou. Uma pesquisa da University of British Columbia, no Canadá, divulgada no ano passado, demonstrou que pessoas com traços de personalidade maquiavélicos, narcisistas e psicopatas são mais propensas não apenas a externalizar sua condição de vítima, mas a revestí-la com uma aura de bondade: uma “vitimização virtuosa”.

No documento, os autores do estudo – membros de um grupo de pesquisa chamado Laboratório da Imoralidade – esclarecem que a expressão de uma condição de vítima não necessariamente está atrelada à “Tríade do Mal”, como são conhecidos os traços apontados. Contudo a pesquisa comprovou que pessoas com tendência à autopromoção, ávidas para tirar vantagens dos outros e com pouca preocupação acerca dos efeitos de suas ações na vida alheia são as que têm mais chance de gastar horas e horas exaltando as próprias misérias com uma aura de pureza no Twitter.

Exagerados e desonestos

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores criaram uma “escalas de sinalização” que mede a frequência com que os participantes da pesquisa contavam aos outros sobre as próprias adversidades e infortúnios.

Os pesquisadores desenvolveram uma escala de sinalização de vítimas, variando de um ponto (nem um pouco) a cinco pontos (sempre), que questiona com que frequência os participantes concordam com afirmações como “afirmo que não me sinto aceito na sociedade por causa da minha identidade” e “expresso como pessoas como eu são sub-representadas na mídia e na liderança”.

Eles descobriram que pontuações mais altas de sinalização de vítima estavam altamente correlacionadas com pontuações da “Tríade do Mal”, um resultado que se manteve constante após controle de sexo, etnia, renda e outros fatores que podem tornar as pessoas vulneráveis ​​a maus-tratos. Os padrões se repetiram também em diferentes lados ideológicos.

Os participantes também responderam a um questionário para medir a frequência com que sinalizavam não apenas que eram vítimas, mas que eram boas pessoas. Respondiam, por exemplo, até que ponto concordavam ou discordavam de afirmações sobre ser gentil, justo e compassivo, e se costumam comprar produtos que comunicam o fato de que têm essas características. O resultado: a sinalização de virtude também está significativamente correlacionada com as pontuações em maquiavelismo, narcisismo e psicopatia.

Além das respostas, foi proposto um jogo de cara ou coroa em que os participantes podiam ganhar dinheiro quando venciam – e no qual podiam trapacear facilmente. Em seguida, houve uma dinâmica na qual eram orientados a imaginar que estavam competindo por um emprego com um estagiário, sobre o qual foi informado que o participante em questão “sentia que o adversário não tinha nenhum respeito por suas sugestões”, ainda que fosse amigável no trato.

Os sinalizadores de “vitimização virtuosa” mais frequentes eram mais propensos não apenas a trapacear no primeiro jogo, mas a exagerar nos relatos de maus tratos do tal estagiário para obter vantagens sobre ele, afirmando, por exemplo, que a personagem os “colocava no chão na frente de colegas de trabalho”, ainda que nada na descrição indicasse essa condição.

Como, então, separar os falsos sinalizadores dos verdadeiros? “Essa é a pergunta de um milhão de dólares”, responde a pesquisadora Ekin Ok, líder do estudo, em entrevista à Gazeta do Povo. “Nossa pesquisa diz que sua pontuação na escala da Tríade do Mal é um bom indicador. No entanto, no dia a dia, é muito perigoso presumir que uma pessoa que alega ter sido vitimada está enviando um sinal falso. Em muitos casos, isso não é verdade. Muitas pessoas que dizem ter sido vítimas são de fato vítimas reais. A este respeito, nossa pesquisa simplesmente mostra que 1) emitir o sinal de “vítima virtuosa” é eficaz para aumentar a disposição de outras pessoas em ajudar o sinalizador, e 2) pessoas mal-intencionadas tendem a usar esse fato a seu favor”, explica.

“Não é surpreendente que muitas pessoas se sintam motivadas a ajudar vítimas, uma tendência que pode estar embutida na mente humana por razões evolutivas. Mas a desvantagem dessa tendência é que também pode levar as pessoas a serem facilmente persuadidas de que todos os sinais da vítima são precisos, especialmente quando ela é percebida como uma ‘boa pessoa’. Quando isso acontece, pessoas bem-intencionadas podem alocar seus recursos materiais e sociais para aqueles que não são vítimas nem virtuosos, o que necessariamente desvia recursos daqueles que estão legitimamente necessitados”, completa o estudo.

Virtude para quê?

Para além da compensação material ou simbólica, os pesquisadores reconhecem que externar a condição de vítima pode ter grande impacto positivo na vida das pessoas que, efetivamente, sofreram algum tipo de dano: desde a identificação de outras vítimas e desenvolvimento de senso de pertencimento ao ganho da habilidade de falar a respeito, alertar a comunidade a respeito do problema e evitar novas vítimas.

Mas de onde vem, então, o esforço para parecer bonzinho? Desde a popularização do termo, em meados de 2016, a sinalização de virtude é vista como um vício inerente à Era Digital. Entretanto, a equipe do Laboratório de Imoralidade reforça que vítimas reais também podem sinalizar virtude, uma vez que isso aumenta significativamente as chances de elas receberem ajuda.

“É improvável que uma pessoa que ficou paralisada em um acidente de carro depois de ter assaltado um banco receba muito apoio público. Portanto, formulamos a hipótese de que o meio mais eficaz para buscar uma estratégia de extração não recíproca de recursos, sinalizando a condição de vítima, é apresentar o sinal adicional de ser virtuoso”, explicam os pesquisadores, que acabaram por comprovar a hipótese.

Quando se trata de sinalização de virtude, portanto, nem tudo é exibicionismo barato, ainda que sejamos, sim, evolutivamente exibidos – e isso tem seu valor. É o que explica o psicólogo evolutivo Geoffrey Miller no livro “Virtue Signaling”.

“A seleção sexual e a seleção social para sinalizar a virtude é provavelmente a única maneira pela qual os humanos poderiam ter desenvolvido qualquer interesse em pessoas além de sua família, seu clã e sua rede de comércio – ou em quaisquer animais fora de sua espécie”, explica o especialista. “Sem a evolução de sinalização de virtude nas últimas centenas de milhares de anos, os humanos provavelmente não seriam capazes de se coordenar em qualquer grupo maior do que algumas dezenas de pessoas, muito menos civilizações de milhões. (…) Nunca teríamos visto o fim de escravidão, da tortura animal ou de outras crueldades”.

“A linguagem evoluiu porque nossos ancestrais favoreciam parceiros sexuais que podiam exibir o que sabiam, lembravam e imaginavam”, diz Miller, que cita as descobertas do biólogo Richard Dawkins acerca da “sinalização”: a maioria dos sinais que os animais enviam uns aos outros não são mensagens sobre o mundo, mas sobre o sinalizador. “Eles nem sempre falavam a verdade sobre o mundo, mas suas habilidades linguísticas sempre diziam a verdade sobre si mesmos – as qualidades de suas mentes e personalidades que realmente importam para manter relacionamentos e criar filhos juntos”, escreve o psicólogo.

Para Miller, a sinalização da virtude é mais do que só “fingir ser bonzinho”: ela inclui o melhor e o pior dos instintos humanos. O lado pior é suficientemente conhecido. O melhor, para ele, se dá porque a sinalização “é a melhor base para a moralidade humana em relação a estranhos que poderíamos razoavelmente esperar de um processo tão cego e cruel como a evolução genética”. No fim das contas, o que distingue os sinais bons dos ruins “não é apenas a confiabilidade do sinal”, mas “os efeitos reais do mundo real em seres sencientes, sociedades e civilizações”.

Cabe recordar que, há 2400 anos, Aristóteles, em seus longos escritos sobre a natureza da virtude, postulou que o caráter é fruto de uma construção. Se, mais do que nunca, é importante lembrar que ser vítima é uma circunstância, separar o joio do trigo na disputa da bondade pública requer que se tenha em mente que ser virtuoso é um hábito. E que – quase – toda virtude é silenciosa.

Pessoas tóxicas jamais admitirão seus erros. Elas colocarão a culpa em você!

Essas pessoas são incapazes de ter responsabilidade. Cuidado, elas tentarão responsabilizar você por todas as suas falhas!

As pessoas tóxicas são, certamente, algumas das companhias mais perigosas que podemos ter, elas parecem dedicar todo o seu tempo a tentar sabotar aqueles ao seu redor, e sempre que veem que estamos felizes com alguma coisa, fazem algo para nos desestabilizar, pois se sentem mais confiantes quando veem aqueles ao seu redor passando por dificuldades.

Uma de suas características mais marcantes é a incapacidade de reconhecer os próprios erros. Essas pessoas acreditam que estão acima do bem e do mal e que tudo o que fazem é perfeito. Por esse motivo, sempre que são confrontadas sobre alguma atitude, colocam a culpa em alguém que está por perto.

Elas fazem de todos à sua volta alvos e quase nunca sentem empatia ou respeito por alguém, independentemente de quantas coisas a outra pessoa já tenha feito em seu favor.

As pessoas tóxicas são teimosas, arrogantes e egoístas, e acreditam que o mundo deve girar em torno de si mesmas, e todas as outras precisam se adaptar ao seu jeito de ser. Não têm princípios e farão o possível para sair sempre por cima de qualquer situação, ainda que para isso precisem sacrificar os outros.

No entanto, nem sempre esse comportamento fica evidente logo de cara. Os tóxicos também são mestres em manipulação, e pode ser difícil detectar aquilo que planejam contra nós.

Essas pessoas se amparam em fofocas e fazem as coisas às nossas costas, por isso, muitas vezes, só descobrimos seus planos quando muitos de nossos relacionamentos ou oportunidades já foram sabotados.

Elas podem ser verdadeiros anjos à nossa frente e fazer o possível para manchar nossa reputação, quando não estivermos por perto. Por isso, precisamos ter muito cuidado com as coisas que compartilhamos com outras pessoas, pois elas são a prova de que nem todo mundo deseja o nosso bem.

Se já houve uma pessoa como essa por perto, você sabe quão difícil pode ser livrar-se de suas garras e desfazer todas as confusões que ela lhe causou. Agora, se ainda está desconfiando de que pode estar na presença de um tóxico, é preciso abrir os olhos.

Observe como essa pessoa se comporta, como ela age quando é criticada, e se é capaz de defender alguém que sabe que é inocente. Note os seus comportamentos em situações de injustiça, pois é nessas circunstâncias que podemos conhecer melhor o caráter de alguém.

As pessoas tóxicas são reveladas através das próprias atitudes. Fique atento, e você nunca mais levará a culpa sobre algo que não fez. 

5 sinais de que seu coração está cansado e você precisa cuidar melhor de si mesmo

Se você é uma pessoa que sempre coloca os outros em primeiro lugar, pode ficar com o coração cansado. Confira estes cinco sinais de que você precisa se cuidar melhor.

Ninguém é de ferro, todos nos cansamos em alguns momentos e, se costumamos colocar as necessidades de todo mundo na frente das nossas, esse cansaço é mais intenso e mais recorrente, até que chega um momento em que não conseguimos caminhar, tamanho é o peso sobre nossas costas.

Uma pessoa que se cansa emocionalmente manifesta sintomas físicos e psicológicos, e precisa parar um tempo para refletir, compreender a própria situação e buscar ajuda para se tratar com o respeito e o amor que merece, e voltar a viver com alegria, apoiando aqueles que ama, mas colocando-se em primeiro lugar e não comprometendo a própria felicidade.

Na lista abaixo, mostramos cinco sinais de que o seu coração está cansado e você precisa se cuidar para viver melhor. Confira-os com bastante atenção!

1. Desconexão interior

Se você se sente completamente alheio a si mesmo, não sendo capaz de perceber tudo o que se passa em seu interior nem de lidar com questões que precisam de atitude, pode ser que esteja emocionalmente cansado. Sua exaustão chegou no nível de paralisá-lo e impedi-lo de buscar soluções para o que o impede de viver bem.

2. Falta de motivação

O desgaste emocional tira nossa motivação, até mesmo para as coisas que nos traziam muita alegria, pois elas deixam de ser especiais. Ficamos completamente desanimados com tudo; sair da cama é um grande desafio, acreditamos que nada pode nos trazer emoção, por isso fazemos tudo “por obrigação”.

3. Sentimento de negatividade

Profunda negatividade, desesperança e desamparo são os principais sintomas de um coração cansado. Você sente que não é capaz de fazer mais nada com boa qualidade e todas as pessoas estão contra você, apenas esperando seu fracasso para deixá-lo de vez.

4. Fadiga física sem motivo aparente

O cansaço emocional também pode se manifestar no nosso físico, em cansaço e desânimo inexplicáveis, mesmo que não tenhamos praticado exercícios pesados. O nosso corpo sofre as consequências daquilo que acontece em nossa mente e coração.

5. Incapacidade de concentração

Um dos sinais óbvios de cansaço emocional é a sensação de neblina na mente. Você não consegue se concentrar plenamente em nada, sente-se distraído o tempo todo, incapaz de fazer planos ou lembrar de coisas básicas.

Se você se identifica com esses sinais, priorize sua saúde e bem-estar. Busque ajuda para cuidar melhor de si a fim de viver de modo mais feliz. Você merece!